ENTREVISTAS COM GRANDES MESTRES

Entrevista com Clint George - 6º Dan
Aiki Expo 2002


É preciso retornar ao mundo dos Kamis
"Kami no kokoro kaeranakya ikenai"


Clint George 6th Dan

A seguinte entrevista foi conduzida em 5 de maio de 2002, na Aiki Expo 2002 em Las Vegas, Nevada, EUA. Clint George, 6º dan, Last Chance Aikido Dojo, Helena, Montana

Ikuko Kimura: Quando você começou Aikido?

Clint George: Em 1972, na Califórnia.

O seu primeiro professor foi Michio Hikitsuchi Sensei?

Não, foi Steve Gray que tinha uma turma de crianças. Ele era um dos alunos de Bob Frager. Àquela época os professores na Califórnia, Frank Doran, Bob Frager, Stanley Pranin, Steve Gray e outros instrutores em toda a Área da Baía de São Francisco foram meus primeiros professores. Meu principal dojo era Santa Cruz.

Quando você foi ao Japão pela primeira vez?

Em 1978. Hikitsuchi Sensei tinha feito duas viagens para os EUA antes de eu ir ao Japão. Uma foi para a Califórnia em 1974, e outra foi uma excursão para todos os EUA. Pouco depois de sua segunda viagem eu fui para Shingu. Eu fui diretamente para lá.

Eu nunca estive lá. É um lugar bonito?

Ah, sim. É na costa. Há montanhas muito lindas. A região de Kumano é um lugar muito religioso, espiritual. A única inconveniência é o transporte. É um longo caminho até Nagoya ou Osaka. Qualquer caminho leva quatro horas.

Então, você ficou em Wakayama por quinze anos?

Sim

Você estava trabalhando?

O ensino de Inglês costumeiro, mas não para uma companhia ou uma fábrica, ou qualquer coisa assim.

Então você ficou praticando Aikido lá.

Sim

Você é a pessoa que ficou mais tempo com Hikitsuchi Sensei?

Àquela época eu era o que ficou mais, mas alguém lá pode ter empatado comigo, ou já ter me passado. Mas eu acho que foi um bom recorde por um tempo.

Qual era a idade de Hikitsuchi Sensei quando você começou a praticar com ele?

Vejamos. Ele tem cerca de oitenta agora. Ele devia ter cinquenta então.


Massanao Ueno, o mestre que influenciou
fortemente o Insituto Takemussu para o
"retorno aos Kamis"

Como ele está agora?

Bem, recentemente, tem sido duro para ele se manter saudável, mas quando eu voltei para vê-lo dois anos atrás, ele estava muito bem.

Ele estava dando aulas?

Sim.

Ainda agora?

Sim. Ele tem seus dias bons e maus.

Ele também ensina a espada?

Sim. Eu me lembro uma vez na demonstração em Yamaguchi-ken. Eles tem festivais de primavera e outono lá e todo ano o Sensei percorre todo o caminho para Yamaguchi-ken para fazer uma demonstração de Aikido no festival. Muitas vezes eu o acompanhei e eu pude levar alguns ukemis nas suas demonstrações. Uma vez antes de uma de suas demonstrações ele nos chamou e mostrou algum iai-do básico, e para Okiyome antes da demonstração de Aikido. Nós fizemos o primeiro conjunto básico de iai-do. Aquele foi meu primeiro início básico de iai-do. Não foi total, e eu continuei a estudar por minha conta.

Hikitsuchi Sensei fala Inglês?

Algumas palavras e frases.

Hikitsuchi Sensei fazia viagens frequentes para os EUA ou foi apenas as duas primeiras vezes?

Ele veio duas vezes aos EUA e esteve na Europa muitas vezes.


O neto do fundador, prestando sua homenagem aos Kamis

O que te fez decidir ir para o Japão?

Muitas pessoas na Califórnia fizeram viagens a Shingu. Alguns ficaram por um longo tempo, e alguns por um curto tempo. Eu vi a diferença. Conhecendo a pessoa antes de ir a Shingu e vendo a pessoa após voltar de lá, eu pensei, "Isto é alguma coisa muito importante. Há alguma coisa fundamental lá. Eu quero fazer isso"

Qual era a diferença?

Eles tinham profundidade, agudeza, intensidade não somente nas suas técnicas, mas também no seu espírito. Havia algo reflexivo, aguçado mas sutil, e havia intensidade. É difícil achar palavras para aquilo, mas definitivamente alguma transformação estava ocorrendo. Treinar em Shingu faz algo à parte mais profunda de você. Eu sempre pensei isso.

Qual você acha que seja a razão para essa transformação?

Antes de tudo, eu acho que seja por causa do profundo entendimento de Aikido de Hikitsuchi Sensei nos seus aspectos espirituais. Algumas vezes ele era muito severo e te repreendia. É um paradoxo de severidade com gentileza por baixo. Eu sempre senti alguma coisa em um nível profundo e isso me atraía.

Você ficou lá como uchideshi?

Tecnicamente, eu não era um uchideshi. Eu tinha uma visto cultural para estudar Aikido, mas eu tinha um apartamento e ensinava Inglês durante o dia. Se eu tivesse uma boa situação econômica, ser uchideshi teria sido ideal.

Hikitsuchi Sensei estava aceitando uchideshis àquela época?

De tempos em tempos havia uchideshi. Havia um sistema mais estabelecido nos velhos dias. Muitas pessoas vinham para gasshuku durante o verão. Nos anos mais recentes eles não vem. Eu acho que as coisas estão mudando de novo. Eu acho que são ciclos. Quando eu estive lá a última vez eu vi algumas pessoas que eu não tinham visto por um longo tempo. Eles estão de volta ao tatame agora. Eu acho que o dojo está indo muito bem.

Então, muitas pessoas ficavam lá por um longo tempo para estudar Aikido?

Varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas ficam lá apenas por uns dias ou semanas, ou de vez em quando, e algumas pessoas, por seis meses ou um ano. Quinze anos foi muito tempo.

Você pensava em ficar no Japão para sempre?

Houve provavelmente um tempo em que eu pensei em voltar para os EUA, mas eu não tinha tido o suficiente do Japão. Eu estava lá por alguns curtos anos e eu queria uma estadia mais longa. A imigração também estava me dando alguns problemas. Eles diziam que não podiam ficar renovando meu visto para sempre. Então eu obtive um selo de fim adiamento final no meu passaporte uma vez, e isso me chocou. Havia uma parte de mim achando que seria a hora que eu voltaria para os EUA. Eu acho que funcionou muito bem. Agora eu estou estabelecido aqui e tenho uma família. Se a minha situação melhorar, eu quero fazer mais viagens a Shingu, talvez trazendo um grupo de pessoas ida e volta e fazendo mais contatos. Eu não sou um bom escritos de cartas então um monte de tempo se passa entre as cartas.

O templo que o Fundador construiu para representar sua busca espiritual

Você escreve em Japonês?

Sim.

Você estudou muito Japonês, eu suponho.

Sim. Aprendendo e esquecendo, aprendendo e esquecendo, especialmente kanji. Eu estou me dedicando a aprender mais.

Você está ensinando Aikido agora?

Sim, em Montana.

Há quanto tempo você está fazendo isso?

Eu me mudei de volta para os EUA e, após uma breve parada na Califórnia, eu fui para Helena no outono de 1993. Assim, este é o nono ano agora.

E você gosta?

Sim, eu gosto de Helena, eu gosto de Montana. Eu sou um californiano, mas eu gosto de Montana. Levou cerca de dois anos para me sentir confortável nos EUA após voltar do Japão. Eu era mais japonês que americano, eu acho. Eu tinha um ritmo e linguagem corporal japoneses. Foi difícil para mim pensar em Inglês. As pessoas não me entendiam. Minha linguagem corporal era diferente e eu não olhava para eles quando eu falava. Agora eu estou mais americano, mas se você me visse quando eu voltei do Japão você diria "Você esteve no Japão!".

Você voltou a visitar o Japão depois de partir?

Eu voltei dois anos atrás por uma breve estada, umas duas semanas. Eu vou fazer outra viagem a Shingu se o tempo e o dinheiro permitirem. Minhas finanças estão começando a melhorar e a situação do meu dojo está crescendo, então eu acho que posso fazer umas viagens um pouco mais longas e realmente recontactar. Ficar algumas semanas é só ir e voltar logo. Eu estou procurando fazer contatos mais fortes.

Depois que você ficou com Hikitsuchi Sensei tanto tempo, ele te deixou partir facilmente?

Ele disse "Você precisa de mais. Você precisa ficar mais tempo." (risadas) Eu acho que ele queria que eu ficasse para sempre. Eu acho que da perspectiva do Sensei eu não estava pronto ainda porque havia coisas que eu precisava aprender e ele queria que eu soubesse. Agora eu estou percebendo as coisas. Quando eu acordo, eu penso "Oh, eu devia ter entendido isso". Então eu estou ainda aprendendo. Neste sentido há uma conexão muito forte. Eu sempre falo de Hikitsuchi Sensei durante a aula, "Hikitsuchi Sensei disse isso ou aquilo...". Talvez eu esteja entendendo muito lentamente, mas refletir sobre o passado é uma coisa muito boa. Eu digo na aula "Eu não sou um professor que só fala para vocês. Eu estava partilhando meu treinamento com vocês e eu estou aprendendo com vocês quando eu estou conduzindo a aula. Isto é o que eu sei agora e mais tarde espero que vocês mudem isso. Se o meu Aikido ficar exatamente o mesmo após anos e anos, ele não é o verdadeiro Aikido". Eu tento manter isso em mente expressando o melhor que eu sei neste momento. Espero que eu possa ir além do que eu faço agora.

O que você enfatiza mais na aula?

O Aikido tem de ser trazido além do nível e esperar e realmente tomar a dianteira e mostrar que o caminho é importante. Na realidade a batalha acaba no instante do ataque. Também, é importante não estar muito consciente do parceiro.
Eu tento falar sobre o centro do qual tudo é possível. Às vezes quando a severidade é necessária, você pode fazê-lo. Em outra hora quando não é necessária, você pode ser gentil. Eu o chamo "o centro do qual tudo é possível". Assim é a escala inteira, hora de dureza, hora de leveza. Eu acho que algumas pessoas que fazem Aikido são atraídas para o lado leve e elas estão com medo desse lado duro. E eu vejo outras pessoas terem dificuldade de executar o lado leve porque elas são realmente duras. Eu tento ser centrado e vou para qualquer lado e toco todos os elementos. Este é um dos meus focos principais. Outro foco é a atenção. Em Shingu, ter a habilidade de estar atento ao suki (abertura) é muito importante e também a habilidade de não esperar por ataques.
Você não deveria olhar para os seus parceiros porque você seria aprisionado dentro deles. Estes pontos são também enfatizados por outros professores, mas Shingu os enfatiza muito fortemente, especialmente a atenção. Em todo momento, não há hora para o lapso.

Quando você diz "atenção", o que você quer dizer?

Estar aqui e agora. Só há o "agora". Não deveria ser preciso dizer, mas Aikido precisa ser praticado com um ataque tão real quanto possível. Eu também enfatizo o papel do uke e quão importante é ser um bom uke, porque você empurra o nível do seu parceiro para cima. Receptividade máxima, mais como mushin (literalmente, sem-mente), mas também com a mente plena. Pelo estado de pensamentos conscientes, você é talvez forte em uma área, mas você é mais fraco e desatento em outras áreas. As coisas mais importantes não são detalhes técnicos, ainda que as técnicas sejam importantes. O espírito também é enfatizado. A idéia que é expressa muito fortemente é que você precisa se tornar puro em mente e pensamento. Técnicas puras não aparecerão enquanto você estiver fazendo coisas somente por suas idéias. Hikitsuchi Sensei sempre dizia, "Kami no kokoro ni kaeranakya ikenai." "Perder o seu pequeno eu e se abrir para o Eu maior," e expressando "Apreciação", "Kansha no kokoro." É duro para as pessoas ouvirem estas palavras e entenderam o que elas significam.
Primeiro eu tento conduzir as pessoas através de suas técnicas físicas fundamentais. Sua técnica progrido e então uma surge uma necessidade de compreensão. Você pergunta "Aonde vai minha mente?". Aí você se complica. Então você usa seu parceiro que aprimora suas técnicas e você tem que estudar muito atentamente o que fazer. Cada fibra do seu ser e todas as partes de você devem estar presentes fazendo o que você estiver fazendo naquele momento. Todos sabem disso, mas não é fácil fazer. Essa é uma boa hora para um suki aparecer. Se você tem um pensamento errante, seu parceiro vê um suki em você. É muito claro. Há sempre um sentimento de "Presta atenção aqui". Você tem que guiar seu parceiro como um pai guia uma criança. Você conduz com amor, mas algumas vezes o amor parece muito intenso e severo.
Hikitsuchi Sensei sempre frisou que se a mente, a atitude e os pensamentos são puros, a técnica será limpa. Mas se a sua mente é impura, mesmo que você tenha um certo nível de habilidade física, o seu Aikido ainda não está limpo.

Nós realmente não conhecemos Hikitsuchi Sensei. Você tem algum episódio bom para contar sobre ele?

Uma vez, não muito após eu chegar lá, Sensei estava mostrando uma variação particular de sankyo. Quando sua mão tinha os dedos do seu parceiro e sua outra mão ia de encontro às costelas, eu olhei para ele e pensei, "Aquilo foi muito leve". Eu achava que era um movimento leve da mão, um atemi fraco. Eu era jovem - vinte anos de idade - e pronto a fazer essas coisas, você sabe. Sensei disse exatamente naquele momento, "Clint! Venha cá!". Então eu fui lá e ele pegou meus dedos e os torceu, "Eih!". A energia me percorreu e veio para o lado. Ele me olhou e disse, "Wakattaka?", eu disse "Sim. OK, eu entendi".
Outro exemplo era uma coisa parecida. Algumas vezes de manhã, algumas pessoas ficavam após a aula para treinar um pouco mais. Uma vez, após eu ter mudado de roupa, Sensei veio e começou a palestrar. Ele escreveu coisas no quadro. Havia outro americano lá cujo nome era Mickey, e o Sensei começou a projetar o Mickey um pouco. Eu pensei então "Ah, eu mudei de roupa. Muito mau! Eu gostaria de levar uns ukemis também". Logo que aquele pensamento me veio à mente, o Sensei se moveu até mim e me projetou. Em minhas roupas de rua eu estava levando ukemi e moedas caíam dos meus bolsos. De qualquer forma, eu tinha pensado, e o Sensei pegou imediatamente. Ele sabia. Então, meus pensamentos foram desafiados! (risos) Mas isso é muito bom.
É fácil sentir-se demasiadamente pressionado e mesmo zangado quando repreendido. Muitas vezes eu achava difícil entender. Agora eu compreendo, do outro lado, o que foram aquelas experiências. Eu não necessariamente as entendia corretamente àquela época, mas agora eu posso ver melhor. Eu tive muitas experiências em Shingu que foram incrivelmente vibrantes, alegres e maravilhosas. Sensei, quando com sua energia, era vibrante e podia realmente trazer as coisas à tona. Então, eu realmente me maravilho com aqueles tempos quando eu podia fazer ukemi para o Sensei em muitas demonstrações e quando eu era capaz de sentar e ouvir estórias ou lições diferentes. Agora eu estou pensando no passado e tendo outra idéia do seu significado. É interessante reparar em todas as pessoas que estiveram em Shingu e as diferentes interpretações de suas experiências lá.


O-Sensei maravilhosa no Havaí olhando o céu

O seu dojo é muito grande?

Helena é uma cidade pequena. Nós dividimos o treino em uma classe de crianças, classe de iniciantes e classe geral. Justo agora, na classe de crianças há cerca de 12 de crianças constantemente, mesmo que o número suba e desça. Na classe de principiantes há 30 a 35 e cerca do mesmo número na classe geral. Eu ensino todas as classes.

Você é um professor de tempo integral?

Realmente, eu estou fazendo as mesmas coisas que eu fiz no Japão. Eu estou ensinando um pouco de línguas. Eu também vou cerca de 4 vezes por ao à Academia de Obediência à Lei de Montana. Não é Aikido que eu faço lá, mas treino defensivo também conhecido como "táticas de controle e aprisionamento". Ainda que as técnicas sejam baseadas nas técnicas de Aikido elas não são Aikido padrão. Há situações em que as pessoas do Aikido regular não tem que lidar, como vestir cintos de utilidades com armas, algemas, bastões, spray de pimenta, etc... e a necessidade de revistar pessoas atrás de armas, drogas e fazer prisões.
Tem sido educacional para mim ter esta experiências. Eu tenho sorte porque minha principal área de interesse é também minha maior área de trabalho. Eu sempre me sinto bem quanto a isso. Algumas pessoas comentaram "Você tem sorte de ser capaz de fazer o que você gosta", mas eu disse "Eu escolhi fazer isso. Não foi só sorte. Eu decidi fazer isso e me esforcei, também".

O que você acha dessa Aiki Expo?

É uma beleza. Infelizmente, há agora alguma separação e politização no mundo do Aikido. Nós deveríamos fazer o nosso melhor para trazer as pessoas e as artes em maior harmonia. Hikitsuchi Sensei frisava que nós deveríamos lembrar o que Ueshiba Sensei nos deixou. Nós não deveríamos ser aprisionados em um mundo pequeno e nos tornar isolados e nos tornar-mos endurecidos no que fazemos. Nós deveríamos sair do padrão. Esta Expo é um tremendo evento! Um monte de pessoas estão se juntando e eu espero que isso produza mais comunicação.

Muito obrigado.

NOTA DO SENSEI WAGNER:
Hikitsuchi sensei o professor do entrevistado foi a única pessoa a quem O Sensei consignou o 10º Dan. A expressão "Kami no Kokoro Kaeranakya Ikenai" nos convida a retornar aos Kamis. Acho que o que ele sentiu em Kyushu, eu senti treinando com Ueno Sensei, que há uma outra compreensão do Aikido alem da mera preocupação com as técnicas, e a defesa pessoal. Aikido é um caminho religioso, de retornar o homem à sua fonte, e conectá-lo com a "Grande Natureza", que podemos traduzir como "Deus". Fundei o Instituto Takemussu com este propósito, e fico feliz quando percebo que muitos de meus alunos passam a sentir o que o entrevistado menciona. Infelizmente, na minha avaliação, a maioria dos dojos de Aikido do mundo está deixando de treinar desta forma, buscando sentir os "kamis". Há pessoas, que até desconhecendo as origens do Aikido nos criticam severamente, nos taxando de fanáticos religiosos. Fico pensando sempre, em como fazer para os fazerem abrir os olhos e entenderem o verdadeiro caminho do Fundador que se perde na modernidade.


Wagner Bull mantém insistente discurso em
que o Aikido é um caminho para Deus (kamis)

Traduzido por Alberto Coimbra - Instituto Takemussu Kitoji Dojo Rio de Janeiro




 

 

 

 

 

 


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