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A revista
Art Marciaux Traditionnels d´Asie, francesa, publicou uma
reportagem sobre o seminário que Steven Seagal fez em Paris
neste ano de 1999. Nela fica claro a decepção dos aikidoistas
franceses com esta pessoa, que se divulgou bastante o Aikido
no mundo todo com seus filmes, por outro lado, o fez de
uma maneira diversa daquela pregada pelo fundador da arte,
como um caminho de paz, e não de violência. Parece que Steven
Seagal se distancia cada vez mais da arte do aikido, chegando
mesmo a abraçar uma seita budista, e atualmente ter inclusive
um novo mestre, chamado Norbu Rinpoche, (ver foto). Esta
mudança de filosofia, vai levando cada vez mais este aikidoista,
que o cinema fez famoso, para longe de ser um exemplo para
ser seguido. Comentários dos dois principais mestres do
Aikido franceses na atualidade, Cristian Tissier e Gerard
Blaize ambos 7 dan do Aikikai, ...criticaram serveramente
o mesmo chegando mesmo a dizer que ele não pode mais ser
uma referência para o Aikido. Que sirva esta reportagem
como um alerta para os aikidoistas brasileiro, para que
saibam distinguir, realidade da fantasia holiwoodiana que
o cinema cria.
Abaixo
a carta aberta que André Louka escreve para Seagal, descrevendo
a opinião geral dos franceses:
CARTA ABERTA À STEVEN SEAGAL
Meu
caro Steven,
Cyril
Dahan, um dos organizadores com Richard Laubly, de sua vinda
a Paris me tinha proposto, com su acordância , uma entrevista
contigo. Eu confesso que a idéia de entrevistá-lo e de reencontrar
um dos três 7º dan - não japonês - do Aikikai e uma estrela
de cinema, me agradava bastante.
Nesta
perspectiva, eu tinha reunido todos os elementos que dispunha:
artigos de imprensa concernentes a voçe, seus propósitos
recolhidos por seus alunos para a realização, me parece
de um livro. Eis o que pude saber sobre você.
Nada
o destinava a se tornar um mestre de Aikidô, uma estrela
e porfim, um TULKU. Mas os acasos da vida que fazem e desfazem
os destinos lhes mimaram.
Vindo
ao mundo em 10 de abril de 1952 no Michigan, venceste a
vossa pequena infância em um subúrbio de Detroit, a cidade
dos carros. Eu pensei nisso depois, quando vi que uma limousine
blindada com motorista te esperava permanentemente durante
os dias que passastes em Halle Carpentier.
Seu
pai, Steven, era professor de matemática em um liceu, enquanto
sua mãe, Pat era técnica médica. Era uma família de classe
média. Seu pai era rigoroso mais liberal. Mais tarde tu
dissestes que tinha sofrido, cujos sofrimentos custaram
a afeição por seu pai. Tu sofrestes, Pat o conduzir com
suas três irmãs à Igreja.
Tu mudastes
para a Califórnia. Aos quinze anos com sua primeira acne,
decidiste que era tempo de viver só. E deixastes o teto
familiar. Nada de tão extraordinário, pois dezenas de milhares
de adolescentes exprimem cada ano sua vontade de independência
destas maneiras.
O acaso
- o primeiro - te faz reencontrar Kyoshi Ishasiki, um professor
de Aikidô de Conté d’ orange. Ele o pega sob suas asas e
lhes ensina sua arte e o sentido da vida. Tu és um bom aluno
e ele o prende como uke para as demonstrações no vilarejo
Japonês Deer Park. Você parecia ter pego gosto pela cultura
asiática.
Com
dezenove anos, em 1971, partiste ao Japão para confidenciares
mais tarde a uma revista americana “ Parede” uma espécie
de viagem pioneira para se conhecer, para ir em direção
a Deus e para estudar com os mestres.
Koichi
Tohei, 10º dan que conviveu com o fundador do Aikidô, lhes
confere o primeiro dan em 1974.
Como
você se arrumou para viver, a história não diz.
Um segundo
acaso sobrevem na sua vida, conheceste o rosto de uma jovem
japonesa, Miyako Fujitane. Ela é bonita e sobretudo de um
a família rica. Seu pai é afortunado e possui em Osaka uns
terrenos e um dojô, construído em 1974, com uma superfície
de cem tatamis.
Sobre
esses terrenos, cada imóvel valia algumas dezenas de milhões
de dólares certamente.
Acontece
que o professor em destaque, após vossas confidências, estava
na cumplicidade com a Yakusa (A mafia japonesa). Nesse,
interim, Miyako se torna sua esposa e sois o alvo da Yakusa.
Pegando sua coragem com as duas mãos tu fostes vê-los para
afrontá-los. Sem dúvida impressionado com seu Ki, eles decidiram
deixá-lo em paz. Seu tio, cheio de reconhecimento o coloca
no lugar de um professor indelicado. Eis você lá em 1975,
ou seja, um ano depois de seu primeiro dan, chefes-instrutor,
o único branco a dirigir um dojo em solo japones: o Tenshin
Dojo em Osaka. Tu adostate até um nome Japonês: Shigemichi
- que quer dizer: “ guerrear sobre a estrada de prosperidade”
- Take, o nome do seu tio - em sinal de agradecimento, eu
suponho.
Você
fez duas crianças em Miyako. Kentaro que deve ter vinte
e um anos hoje e Ayako, dezessete anos. Para ti a vida começava
sob bons auguros, se não são o amontoado de problemas que
voçe teve com praticantes japoneses.
Você
lamentou da hostilidade dos mestres japoneses, que não tiveram
nenhuma consideração com voçe, uma vez que sois um gai-jin
( um estrangeiro), tu sofrestes, porquê admitistes mais
tarde, “eles jamais quiseram me levar a sério, me aceitar
como ushi dechi ( aluno interno ) e pensavam que meu emprego
era não fazer nada à porta de seus dojô, para não ter que
me ensinar seja o que for.”
Você
atribuiu seus ostracismos aos maus exemplos dados pelos
americanos e outros estrangeiros que passaram nos dojos
antes de ti.
Com
efeito “Eles vêm, dizei-vos efetuam seu serviço militar,
estudam entre seis meses e dois anos. Ao fim de seu tempo,
eles obtém o 1º dan e pensam em ser professor”.
Esta
é a observação exata. Com efeito bastante soldados americanos,
voltaram aos Estados Unidos depois de uma formação incompleta
e foram promovidos a mestres. Mas, notamos que eles tiveram
menos audácia que tu, colocando entre eles e seus mestres,
alguns milhares de quilômetros.
Mas
tu, Steven , não eras pouco mais que um simples faixa preta
recem graduado, quando começastes a ensinar o Aikidô e ainda
por cima o mercado estava cheio de japoneses. É sabido que
os outros professores seus concorrentes eram , no mínimo
cinco vezes com graduações mail altas do que tu.
Isto
era talvez um erro da juventude mas, a seus olhos era uma
provocação. Tu tivestes a sábia idéia de pedir o apoio de
Hikitsuche Sensei, 8 Dan e mestre de Gérard Blaize, ele
mesmo professor de dois organizadores de vossa vinda a França.
Ele se lembra bem de você e das dificuldades que voçe teve
quando teve que se comparar, com os especialistas como Kobayashi
que ensinava em Osaka.
Eles
lhe ajudaram. O doshu, Kisshomaru Ueshiha, veio a inauguração
do Tenshin dojo em 1976 e o distinguiu, conforme Stanley
Pranin um 5º ou 6º dan que o colocava uma posição de instrutor
em conformidade com a tradição. Este era um promoção rápida
sem merecimento real e o fato é indiscutível, pois se sabe
o tempo obrigatório de prática que deve passar entre cada
gradação que voçe pulou. Melhor ainda, eles lhe aconselharam
a ir ensinar além do que tu tinhas aprendido com eles.
Tu
tivestes a sabedoria de seguir seu conselho, tanto que sabias
muito bem as dificuldades. Foi assim, que depois de estadia
de dez anos, em 1982, você voltou ao país.
Você
abriu um dojo em Tao no Novo México depois em Los Angeles.
Por que na cidade de Anjeles? Porquê neste momento lá você
repartiu sua vida com uma atriz, Kelly Lebrok que tinhas
conhecido no Japão. ela esperava um bebê seu em 1986. Você
a desposou em 1987 em Beverly Hills, após ter se divorciado
de Miyako, a mãe de seus primeiros filhos. Kelly, quanto
a ela será mãe de Analiza, Dominic e Arrissa. O encontro
com Kelly seria um novo acaso decisivo em sua vida.
Em
Beverly Hills seu dojo é freqüentado pelas vedetes de Hollyood.
Encontraste Michael Orvitg - ainda um acaso - um homem que
faz chuva e bom tempo na meca do cinema. Ele o apresentou
a Terry Semel, o presidente da Warner. A seqüência conhecemos:
seu primeiro filme “ Nico” é um sucesso, três outros se
seguem com a fenomenal” Under Siége” que fará em 1992 um
cartão postal. Eis você estrela, rico de milhões e de uma
popularidade quase indestrutível, firme.
Só
há um problema, a imprensa americana não gosta de seus filmes
que julga inutilmente violentos - o que eu não creio. -
Entre ela e tu, as relações são catastróficas o que não
ajuda sua popularidade.

Caricatura
de Steven Seagal agora ligado ao budismo tibetano.
E é
nesse momento que escolhestes assumir a causa tibetana como
o fez Richard Gere dezenas de anos mais tarde, quando isto
não estava ainda na moda. Você aparece como um oportunista
e a imprensa lá não lhe perde de vista.
Nancy
Griffith em um artigo “ o buda de outro planeta” lhe critica
violentamente, propriamente e como devo lhe dizer, com certo
humor. Ela afirma que você não mantém sua popularidade,
por causa de sua “arrogância e sua falta de humor nas entrevistas.
Ela
o critica de misturar em seus filmes - em particular ” Glimmer
man “ - o budismo tibetano, as rudezas de linguagem e a
violência, e retomando uma confidência de seu cálculo: “
esta é a única pessoa capaz de empregar uma grosseria e
de citar o Dalai Lama em uma mesma frase. Isso quer dizer
que sua imagem está desgastada. Ela zomba de você e de sua
súbita e tardia conversão ao budismo e a causa tibetana
pois, de acordo com ela, “ Sua carreira estagnou depois
de 1992”.
A história
é um perpétuo recomeço. Com dezenove anos tu partistes para
o Japão à procura dos mestres das artes marciais e eis que
em 1995 com 43 anos você divide as opiniões, os mestres,
mas desta vez tibetanos.
Você
tinha ido ao Japão para se encontrar interiormente em uma
busca pessoa, e , aparentemente não estavas ali pôr oportunismo.
Mas desta vez, isso foi feito obviamente já que tu “ descobristes”
que numa vida anterior eras Chokden Dorje, morto no século
XVII.
E minha
co-irmã conta como tu fretastes um avião para sobrevoar
o subcontinente indiano, visitando os mosteiros e cortejando
os lamas.
Tu
te ligastes a Penor Rinpoche, o chefe supremo de uma tradição
budista tibetana o Nyingma. Este, como um feliz acaso -
ainda um outro em tua vida - “ Começava, conta ela a estabelecer
centros de ensino nos Estados Unidos. Seagal fizera doações
generosas a sua organização convidando-o as suas custas
a ensinar em Los Angeles.

Norbu
Rinpoche o novo guru de Seagal.
O ano
passado, Seagal disse em seu círculo de amizades que pensava
ter sido um homem santo em sua vida anterior. Seus amigos
afirmam que ele se confia a seu Guru e lhe pedia para ser
reconhecido, o título de Tulku é conferido àqueles que provam
que são dotados de excepcionais qualidades espirituais.
Eles são destacados desde sua infância, uma dúzia ou mais,
ao todo a serem reconhecidos no mundo ocidental. Seagal
ia ser um deles.
Ele
descreve a cerimônia: Fevereiro último, Penor Rimponche
reuniu cento e cinqüenta religiosos na sala principal, ricamente
decorada do mosteiro Namdroling em Bylakuppe na Índia. A
estátua gigante do Buda estava iluminada de lâmpadas a óleo.
Depois dos cantos de oferenda e as preces, o Lama anuncia
aos fiéis que ele tinha tido vários sonhos e sinais de premonição
que Steven Seagal era a reencarnação de um lama-Chokden
Dorjee, falecido há muito tempo e que era um “Terton”, quer
dizer um revelador de tesouros. Penor Rinpoche informa a
Seagal que ele tinha grande obrigação de professor aos outros...
As longas trombetas se refletem a soar e a estrela de filmes
de ação coloca seus dois metros sobre um largo trono combinado
com almofadas de seda. Com solenidade, o mestre das artes
marciais era reinstalado no assento que ele ocupava na sua
vida anterior.
Ninguém
pode ser mais duro! Minha cruel co-irmã prosseguia:
“
Via Internet o site budista se põe a sussurrar que o “Tulku
de Tinsel Town” tinha comprado seu título como um barão
da idade média."
Alegação
que o porta-voz de Seagal desmentia, insistindo que a estrela
tinha recebido o título por seus próprios méritos.
A suspeita
de um caso de venda de título de lama se apossa dos praticantes
mais tradicionais.
Além
disso, o Dalai Lama se diz de modo geral “ concernido pela
proliferação dos Tulku e de outros abusos cometidos pelo
lamas do ocidente”.
Ele
emite “reservas quanto aos Tulku que se autodescobriram”,
colocando fortemente em guarda os budistas. “Vós deveis
seriamente examinar, antes de aceitar alguém como guru e
mesmo depois, seguir este mestre dentro dos limites da razão”.
Nancy
Griffith conta em seguida como você fazia os pés e as mãos
para aproximar-se do Delai Lama., indo até recolher U$ 25.000,00
do lucro de uma fundação para a qual ele devia levar a palavra,
tu pedistes e obtivestes uma mesa central na primeira fila.
E quando
tu era assíduo, a primeira fila, às conferências cotidianas
que o Dalai Lama dava em Los Angeles.
E como,
enfim, os organizadores da conferência sobre a paz, a qual
o Dalai Lama devia se expressar, recusaram de te colocar
sob o mesmo local que ele.

O que
ele vai inventar agora?
Nancy
Griffith conclui seu artigo citando um budista de longa
data: “ o maior perigo é que ele erga um templo no seu último
pátio, ali construa um trono e se torne um guru”.
Ele
não estava só aparentemente a pegar por sua conta um título
de Tulku obtido em contrapartida pelas doações.
As acusações
lhe machucaram certamente, mesmo se no curso da entrevista
com Larry, King da CNN, tu afirmastes não estar “nem em
cólera nem ultrajado”.
Você
contra atacou depois de ter lembrado que Walter Isaacson
é Judeu e redator-chefe do Time Magazine.” Com efeito eu
dei enormes somas de dinheiro à comunidade judaica, aos
hindus, aos católicos e aos protestantes...
Eu me
pergunto o que aconteceria se a Time Magazine escrevesse
em um artigo que todos os rabinos judeus estão implicados
no tráfico de pote de vinhos, porquê eles receberam dinheiro
de mim.”
Eis
aí o que sei sobre ti. Mas o que me deixou um momento, perplexo
é a antipatia que tu suscitas junto aos meus irmãos. Eu
não posso pensar que sois vitima de uma teimosia, ainda
que sua arrogância e sua falta de humor não resolva seu
nível de popularidade, dizem mas a te criticar da sorte!
Eu
refleti e me perguntei: E se tu fazeis intencionalmente
de ser antipático, isso explicaria seu comportamento ao
mesmo tempo que tens desejo de se juntar nas abas do vestido
acefrão do Dalai Lama?
O
reconhecimento da sua reincarnação não é suficiente?
Está
fora então o Satori - a iluminação. Na realidade você não
quer ser mais mestre de Aikidô, estrela e muito menos “Tulku”.
É vosso desejo o mais secreto e tudo o que fizestes e fareis
visa alcançar este alvo.
Este
pressentimento me fora confirmado pela continuação ao curso
de sua permanência em Paris. Você procura se mostrar forte.
Mas é necessário isto quando alguem quer conseguir um objetivo,
eu convenho.
Depois
da sua partida, aqui na França , os praticantes, alunos
de Steven Seagal, fizeram uma reunião para trocar suas opiniões
e demonstraram estarem decepcionados tanto por seus ensinamentos
quanto por suas demonstrações.
Não
aquele de sábado a noite, aquele de domingo o dia seguinte.
Se os organizadores, participantes e observadores curiosos
não compreenderam isso que você queria fazer compreender,
é porquê eles são prisioneiros de sua própria ilusão, que
como se sabe, é uma das doenças do espírito para um budista.
Com
efeito, se imaginando - como se eles podessem estar em seu
lugar, completando sua tríplice missão, e considerando todo
o sofrimento que tu passastes para chegar nesta altura,
eles tem precocemente, eu o admito - pensando que tu farias
tudo para se manter ali. Em particular e no que lhe concerne,
tudo elaborado para se assegurar de sua simpatia.
Por
te conhecer melhor, eu sei que isto não é verdade, e que
seu objetivo não é tornar-se um mestre de Aikidô, estrela
ou Tulku. Vosso objetivo profundo é ao contrário se desfazer
de tudo isso.
Eles
não podem imaginar as contrariedades que tivestes quando
eras chefe - instrutor do Teshim dojo em Osaka. É preciso
dar exemplo e é preciso treinar, se aperfeiçoar permanentemente.
Estar sempre sobre o que viva, ou então onde se possa detectar
suas insuficiências sobretudo se sois vaidoso de alguns
conhecimentos.
Ser
sensei e ainda mais 7º dan depois que o Doshu Kisshomaru
o distinguiu antes de morrer - é muito pouco, pelo que já
deste ao Japão.
E a
vida de estrela, é o amor, a glória e a beleza? O dinheiro,
as belas mulheres? Não, é a obsessão de não mais estar em
primeiro lugar no box -office. Ser maltratado pelas críticas
que a maior parte do tempo, escrevem seus jornais sensacionalistas
sem mesmo ter visto o filme. Tudo isso aí eles não sabem.
Eles acreditam que você é bastante estúpido para não colocar
tudo no trabalho e perder. Estes imbecis destes jornalistas
que não compreenderam nada, te imobilizam no pelourinho
como se tu não fizesse bastante esforço para perder tudo.
Mas
então porque ser erguido tão alto para querer cair em seguida
? Por que, me diz, para bem cair é preciso subir o mais
alto possível . Elementar meu caro! Mas, uma vez subido
alto, não é fácil, infelizmente, de abandonar malgrado toda
sua vontade.
É verdade
que quando lhe vi na manhã de 13 de junho, eu medi os esforços
elevados que tu tinhas certamente querido manifestar até
o presente. Tu que era antigamente tão magro, tão belo,
engordaste e sua face está gorda, tal qual de um pro consul
romano que teria abusado da boa comida.
Então,
durante sua permanência em Paris, fostes formidável na operação
de auto-demonstração. Sente-se uma estratégia bem pensada
e isolada que Sun Tsu não teria renunciado, o estrategista
chinês, autor da “Arte da Guerra”. Porque é bem isto que
ele se refere.
Tu,
“ o guerreiro sobre a estrada da prosperidade” - que idéia
de ter escolhido um nome cheio de dever - tens aplicado
com mão de mestre sua estratégia.
De
antemão, que maestria na escolha e na arte de suscitar as
vocações para conduzir sua política.
Eis
aí duas pessoas jovens, presas de um interesse tão brutal
que querem ajudar a uma infância maltratada. Eles querem
juntar dinheiro para dar a uma causa. Isso lhe motivou quando
eles lhes propuseram se associarem a sua operação como se
tivésseis o desejo deles. Umas doações as causas tu bem
fizestes, outras antes e outras ainda o fareis certamente
no futuro. Eles são honestos - parece - e remeteram um cheque
de 100.000 Francos, para os gastarem, tu aceitastes 140.000
Francos para pagar duas noites no hotel - Bristol de acordo
e seu bilhete para o Concorde - estimando que os 500.000
Francos , seriam suficientes para cobrir suas despesas de
organização. Você aceitou sua proposição ( e eles estavam
todos estupefatos e pobres!) para melhor servir sua causa
colocando frente a frente do público e dos outros 7º dan.
Os organizadores
anunciam um seminário com o mestre Seagal 7º dan? Você os
transformou em um golpe mediador com “figurantes” que pagam,
e caro! É um “estágio de Aikidô do futuro”. Você fez um
sermão sobre o amor ao próximo com um gordo truque do budismo
tibetano.

Cenas
durante o seminário.
Assim
tudo começou na manhã. Estes estagiários reunidos por dez
horas, como prevê o programa, estavam sabiamente alinhados
em seiza a te esperar. Para enganar o tempo, uma espécie
de teatro de marionetes bigodudos, entre dois ensaios de
microfone e de verificação da sonorização, os fazia realizar
alguma coisa que se aproximava mais da ginástica para pessoas
da 4ª idade que de uma arte marcial!
E você,
com um maligno prazer, nos falam os agentes de segurança,
retirado do seu vestiário transformado em templo, rodeado
de sua corte de jovens mulheres, você meditou em frente
a um pequeno altar, abrigando piedosamente sua foto.
E às
11:30 bem passadas, que os agentes de segurança, colocados
em fileira em torno do imenso tatami, que J.P.Nestoux, o
encarregado de esporte do 13º distrito decorou com amor
e gentileza para receber o estágio do féculo ( felizmente
ele termina) começam a se agitar.
Os
Walkies Talkies crepitam, vai acontecer alguma coisa. Nesse
silêncio, ( Ecce Homo), tu, o mestre seguido por jovens
mulheres, cercadas por uns seguranças, avança. Isto é muito
belo e muito digno.
Chegado
ao Tatamí, você para. Todos o imitam. O que vai acontecer?
Eu o vejo elevar sua grossa corrente de ouro, depois seu
imponente relógio -de-ouro- eu me pergunto: Não ele não
vai fazer isso? Depois tu entregastes suas preciosas jóias
a uma de suas acompanhantes.
Verdadeiramente,
eu tive medo, que, num gesto como tu sabes ter sempre, não
encarregásseis alguém de dar esses ornamentos inúteis as
jovens crianças maltratadas. Ufa! Você tem razão, eles podem
ainda servir.
À noite
de demonstração, aquela que devia reunir os três únicos
7º dan não japonês, os gentis organizadores, praticando
Aikidô, animados num sentido político evidente, iam criar
o evento.
Vocês
três, com Gerard Blaise e Christiam Tissier posaram para
uma bela foto de família!
É verdade
que na partida, você devia contentar-se em presidir a demonstração,
pois Cyril e Richard, muito confiantes de ter conseguido
fazê-lo mudar de opinião o anunciam. Eles não aprenderam
ainda a desconfiar dos efeitos do anúncio! Os caminhos do
Sensei são impenetráveis. Vocês acreditaram na sua participação
tanto quanto no demonstrador. Dois Ukes despachados de urgência
tinham chegado na véspera. Eles estavam presentes com um
terceiro e esperavam sua vez.
Depois
da demonstração muito pura de Gerard Blaize e Cristian Tissier,
os outros 7 dan, numa perfomance rara que eleva o entusiasmo
do público, troveja de aplausos! Difícil se fazer melhor.
Era
sua vez. Num
grande silêncio - a felicidade é enfim chegada - Tu levantastes
e caminhastes em direção ao estado.
Seus
ukes se prepararam e você pegou o microfone e não fez nada.
mas que quadro, uma questão de estratégia, você anunciou
que as demonstrações, era da figuração (Show -off) e que
era hora de dormir para estar descansado no dia seguinte.
Genial sua estratégia para não ser comparado com os outros,
um duplo golpe não fazer o que anunciaram e sobretudo anular
os outros 7º dan. Você
precisava, verdadeiramente pensar nisso.
Domingo,
sem dúvida prezo de remorso, a menos que aquilo seja um
elemento de sua estratégia de auto destruição pensada, você
foi demonstrar uma defesa contra três atacantes - precisava
que os ukes justificassem as despesas ocasionadas pôr seus
deslocamentos?
Em
uma situação dessa, você disse a Larry King da CNN: “Mais
forte ela me atacam, e mais forte vem o contra-ataque”.
Demonstração:
eles avançam forte sobre você e recuas para enfraquecer
a distância. Ai tu caistes, sem dúvida para tornar a demonstração
mais difícil? Eles o atacam. Os pobres, eles são xingados.
É preciso retê-los pois eles não compreenderam que a queda
não estava previsto na demonstração!
Aquele
era um golpe “grande “ contra a sua imagem. De todas as
maneiras, Steven, como tu dissestes sempre a Larry King
- os Koan, os enigmas são sempre baseados sobre o feitio
de saber se o mestre é um mestre ou um idiota.
Você
é a prova viva do enigma. Em todos os casos uma coisa é
certa, você chateou tanto os gentis organizadores do seminário,
que para darem o troco, se esforçaram para se convencerem
de terem conseguido “ reunir um estágio com oitocentos alunos,
então deveria ser um show e eles deveriam reunir cinco ou
dez vezes mais” - o que eles não arriscam recomeçar.
Você
não fez nada. Eles fizeram o mais pesado. A próxima
vez que viéreis a França, no país onde os queijos fedem,
como diz “Sly” a marionete de Sylvester das mentiras, não
será mais preciso alugar Bercy nem a Halle Carpentier. Uma
cabine telefônica será suficiente para sua felicidade.
Meu
caro Steven, eu espero não ter sido muito longo. O que eu
tenho a lhe dizer, é o quanto eu gosto por você me fazer
tanto rir.
PS:
Cyril, o pobre, quarenta e oito horas depois da sua infeliz
demonstração não tinha conseguido concordar com você. Ele
me telefonou às 23 horas para me dizer que nosso encontro
não aconteceria e que me sugeriu fincar pé no hall do hotel
Bristol para reencontrá-lo.
Gentil
- mas incorrigível este pequeno - ele impulsionou seu camarada
a chamar sua secretária Ben. No hotel, responderam que tu
tinhas partido para cuidar de sua enxaqueca no Crazy.Horse
Saloon. Decididamente tu tens razão, porque explicou quando
as pessoas compreenderam e com qual utilidade quando eles
não compreenderam?
Comentários
dos dois outros 7 dan que participaram do seminário como
instrutores:
Eles disseram...

Gerard
Blaize 7 dan |
“Os
organizadores tem cabeça dura se eles pensam que a
vinda de Steven Seagal foi um sucesso porquê houve
800 pessoas. Na verdade foi um Show do qual o Aikidô
não cresceu, porque o nível e a bagagem técnica demonstrados
por Seagal, são muito baixos para um 7º dan...
Se
ele não fez demonstração é porque por falta de treinamento
ele não está em forma. O que restará de sua passagem?
É que Steven Seagal não é uma referência para o Aikidô!”
|

Christian
Tissier 7º dan |
“Eu
vi a demonstração que ele efetuou no ano passado no
Japão em vídeo cassete. Eu compreendo que ele tenha
mudado de opinião . Eu penso que ele teve medo de decepcionar
o público." |
FIM
Comentários
do prof. Wagner Bull sobre este artigo:
Infelizmente
a verdade sobre Steven Seagal é desastrosa e vem a tona
para o publico:
O mito
Steven Seagal como um praticante de alto nivel de Aikido
está acabado. É hora daqueles que realmente se interessam
por Aikido procurar mestres realmente capacitados.
De qualquer
forma devemos reconhecer, que Steven Seagal foi sem duvida
um grande garoto propaganda do nome Aikido, mesmo levando
ao publico uma imagem distorcida , certamente muita gente
no mundo todo passou a conhecer a arte depois de seus filmes.
É claro....cabe
agora aos professores e shihans realmente capacitados aproveitar
esta popularidade e realmente ensinar o verdadeiro Aikido.
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