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ARTIGOS
E ENTREVISTAS
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Uma conversa com outro
filho do Daito-Ryu.
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Por:
Ellis Amdur.
Tradução feita por Frederico Ventriglia.
Dojo Central- Instituto Takemussu Brazil Aikikai.
Ellis Amdur um especialista na crise intervenção,
de Seattle, e criador da Therapeutic Self-Defense
(Defesa Pessoal Terapêutica), iniciou-se na prática
de artes marciais em 1968. Desde aquela época, ele
já passou 13 anos no Japão e agora possui as licenças
de mokuroku menjo e shihan-daí em Araki-ryu Torite
Kogusogu e também de okuden |
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(betsu mokuroku)
e shihan menjo em Toda-há Buko-ryu naginatajutsu. Armur
é 3º dan em Aikido e é também ativo na família Ch’en de
t’ai chi ch’uan.
Nos últimos seis meses tive a honra de ser convidado a ensinar
Kenjutsu e Aikido na Pacific Rim Martial Arts Academy, uma
escola que oferece instrutores de Hapkido, tae kwon do,
judo e Aikido. A escola é dirigida pelo Quanjan Nim (3ª
geração de Grandes mestres) James Garisson da Ju Sool Kwan.
A central da Ju Sool Kwan fica na Coréia.
Os praticantes desta arte afirmam que o fundador, Young
Sool Choi, estudou Daito-ryu com Sokaku Takeda. Infelizmente,
nenhum registro foi encontrado que concretizasse essa afirmação
e é provável que nunca seja encontrado. Primeiramente, devido
à colonização da Coréia pelos japoneses, muitos registros
históricos foram perdidos ou destruídos. Além disso, segundo
o Sr. Garisson, o povo coreano geralmente não tem uma forte
afinidade de manter a tradição inalterada, ou mesmo de manter
registros de tradições como fazem as escolas japonesas de
artes marciais. As artes marciais coreanas, , ao invés disso,
mantiveram-se como entidades sincretistas, absorvendo e
adaptando novas influências de cada geração, esforçando-se
para estabelecerem-se de forma viável no ambiente em que
escolheram. A viabilidade é determinada por alguns fatores
como efetividade de combate, influência política, posição
financeira, posição social dos participantes e mudanças
dos padrões.
Tudo isso faz do mundo das artes marciais coreanas um contínuo
agito, mostrando algumas das melhores e piores características
da prática das artes marciais. Do lado de baixo, super-graduações,
e vendas de graduações existem em abundância, e movimentos
políticos entre os praticantes ocorrem em todos os níveis.
O comercialismo toma lugar numa escala arrasadora e as tradições
muitas vezes se alteram para adaptar-se a um público inconstante.
Do lado de cima, porém, indivíduos criativos, que treinaram
atentamente os requisitos básicos de suas artes, tem diversas
oportunidades para respirar fundo e continuar a se desenvolver.
O yudo (judo) coreano, por exemplo, mostra uma energia e
uma fúria muitas vezes ausente na prática dos dias modernos
nos dojos do Japão. Algumas das inovadoras técnicas de chute
do tae kwon do foram incorporadas ao karate, tanto na Europa
quanto na América, e isto, através da influência dos torneios
internacionais parece Ter sido trazido de volta para dentro
de algumas escolas japonesas.
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Talvez
o Hapkido, mais do que qualquer outra arte marcial
coreana, dá exemplo desta energia. Há pequenos dojos
em alguns becos, dirigidos por homens do sombrio mundo
que há entre a lei e o crime organizado, escolas que
ensinam como |
sobreviver
e vencer nas duras ruas de Seoul.
A guarda presidencial é composta por exímios praticantes
de Hapkido, e eles o enfocam como sendo parte de uma força
paramilitar.
Algumas escolas atraem por promover aulas mais leves, com
técnicas fluidas, suaves e controladas, tanto que seus alunos
dificilmente voltam para casa com alguma contusão ou machucado.
Outras escolas são mantidas por organizações budistas e
o treino é considerado uma forma de tranqüilizar a mente
a maior parte do tempo dos treinamentos é ocupado com
meditação. Algumas facções separadas surgiram, tornando-se
mais populares em outros países do que na Coréia. As mais
destacadas dentre estas facções são a Hwa Rang Do e a Kuk
Sool Won, duas das quais agora reivindicam suas origens
de centenas de anos atrás.
Recentemente tive a oportunidade de assistir um longo vídeo
de uma demonstração nacional coreana do Hapkido Ju Sool
Kwan. Embora as técnicas e estilos dos diferentes grupos
dentro da federação variem, acredito que um poderia facilmente
reconhecer todos os participantes como pertencentes a uma
única tradição pintada, como era, pela personalidade do
fundador e por sua arte.
Muitas das demonstrações tem caráter teatral com o rompimento
de tijolos e tábuas, e um dramático trabalho de pés: chutes
circulares, chutes duplos e chutes voadores laterais. Havia
uma ênfase ao uso do cinto e da bengala como armas de defesa
pessoal, defesas desarmadas contra espada e faca e diversos
movimentos de defesa pessoal contra cadeiras.
Havia um esforço freqüente em se mostrar as técnicas deixando
o mais claro possível sua brutalidade. Seqüências eram usualmente
encerradas com imobilizações através de chaves em juntas
de articulações ou com projeções. Os professores mais jovens,
talvez com a esperança de serem escolhidos para fazer parte
da guarda presidencial ou apenas com a intenção de mostrar
seu poder, projetavam deliberadamente seus parceiros em
ângulos desajeitados, muitas vezes direto em cima de suas
cabeças ou pescoços. Os ukes, por sua vez, resmungavam,
gemiam e até mesmo gritavam de dor quando as técnicas de
imobilização eram aplicadas e, embora isso fosse em benefício
da audiência, muitas vezes se machucavam tanto que precisavam
de assistência fora do palco.
O Sr. Garisson me informou que estas performances teatrais
são típicas das demonstrações na Coréia, mas no dojang (dojo)
a conduta é contrária, pois a aceitação, de maneira calma
e quieta, da dor é uma norma e os treinos, apesar de serem
muito severos, não são feitos da forma brutal como vi nas
demonstrações.
A maioria daqueles que não são coreanos tem uma imagem do
Hapkido que se origina, em parte dos filmes e também das
revistas e demonstrações de artes marciais. Entretanto,
as técnicas que são mostradas através destes veículos são
mais exageradas e incluem chutes voadores, golpes giratórios
de pernas e socos. Só casualmente técnicas de imobilização
são mostradas com detalhe e, muitas vezes são feitas de
maneira exibicionista, que está longe da realidade do Hapkido.
Infelizmente também é verdade que muitos dos praticantes
que alegam estar ensinando Hapkido, principalmente fora
da Coréia, receberam suas graduações por meios não muito
honrados. Os instrutores legítimos são poucos. Deste modo,
foi difícil para muitos de nós que estamos fora da família
do Hapkido, percebermos o quanto suas técnicas se assemelham
tanto com o Daito-ryu quanto com o Aikido, pois não tivemos
a oportunidade de ver instrutores de alto nível.
Foi completamente surpreendente para mim ter visto o vídeo
anteriormente citado, e mais ainda, assistir a uma recente
demonstração do Sr, Garisson , que junta técnicas de imobilização
e projeções do tipo kokyu-nage como parte principal de seu
currículo. Poucos são os países que possuem técnicas de
imobilização de juntas e de segurar o adversário. Notáveis
são os da China (genericamente conhecido como chin’na),
e da Indonésia/Malásia (como integrantes do pentjak silat).
Nas artes deste dois países, no entanto, as formas de firmar
o corpo e de utilizar os membros, o tronco e os quadris
são completamente diferentes dos métodos que são normalmente
utilizados no Daito-ryu e no Aikido.
A forma de alinhar o corpo e coordenar seus movimentos também
é diferente do judo e do karatê, duas artes das quais poderiam
ter influenciado o Hapkido durante sua incorporação ao sistema
de ensino coreano antes da Segunda Guerra Mundial. Ë verdade
que o Hapkido tem algumas projeções que parecem ser derivadas
do judo, e tem também algumas técnicas de socos e chutes
que podem, em parte, ter sido influenciadas pelo karate,
mas em sua maioria, as imobilizações e projeções, bem como
o taisabaki (movimentos de deslocamento do corpo fora da
linha de ataque e numa posição favorável para um efetivo
ataque ao oponente) são muito parecidas com as do Aikido.
Na verdade, se alguém pegasse um vídeo e apagasse a s técnicas
de chutes, bloqueios e socos, e trocasse a roupa dos participantes
pelo keiko gi e pelo hakama, de estilos japoneses, as demais
técnicas pareceriam muito com uma forma rude de Aikido.
Os modos do Hapkido e a forma como ele se apresenta parecem
ser de outro mundo, e muitas de suas técnicas são estranhas,
não só para a linha do Daito-ryu, mas para todas as artes
marciais. É certamente verdade que o Hapkido também incorporou
muitas técnicas de origens coreana e chinesa. No entanto,
estas características alienígenas se originaram, acredito
eu, do fato dos coreanos verem os combates, as demonstrações
e a prática das artes marciais, de uma maneira diferente
à dos japoneses, sendo assim, é natural que suas estruturas
e a forma com que exercem sua marcialidade sejam diferentes.
Fora isto, baseado nas formas com que as técnicas de imobilização
e projeção são feitas, eu estou convencido de que o Hapkido
é originário do Daito-ryu.
Esta opinião categórica é induzida também por outro vídeo
que assisti recentemente do mestre de Daito-ryu Sensei Katsuyuki
Kondo. Eu tenho observado o Daito-ryu ao longo dos anos
e acho, que é a mais excepcional das artes. Embora seja
classificada como koryu (antiga tradição marcial), é completamente
diferente de qualquer outra escola de jujutsu ainda existente
no Japão. Uma das mais significantes diferenças é o número
de katas literalmente são centenas de elaborações de técnicas
de pegada e imobilizações. O esboço quase perfeito das técnicas
é muito raro entre as antigas artes marciais, principalmente
no que diz respeito ao combate desarmado, mão a mão. As
técnicas desarmadas constituíram quase sempre uma pequena
parte de um enorme número de katas preocupado com o combate
a armas. Uma Segunda diferença é a natureza um tanto quanto
enfeitada dos katas muitas vezes há uma atmosfera circense
(comum na maioria das escolas) tanto nos dramáticos arremessos
quanto nas técnicas em que uma pessoa é imobilizada e então
um segundo membro seu travado e em seguida um terceiro e,
algumas vezes, enquanto ainda está se imobilizando o primeiro
indivíduo, uma Segunda ou terceira pessoa ataca para ser
imediatamente imobilizada e presa entre os outros. Finalmente
há uma inversão dos papéis, atualmente muito comum nas artes
marciais modernas, na qual o sensei ou aluno mais graduado
é o tori (aquele que projeta ou vence), e onde o aluno mais
novo é o uke (aquele que é projetado ou perde). Ao contrário,
o Daito-ryu e quase todos os outros koryu insistem que aquele
que está ensinando deve efetuar as quedas. O ensinamento
acontece quando o professor domina a situação, sendo necessário
ao estudante, trabalhar no limite de sua capacidade com
o objetivo de vencer. Existe um momento no filme de Daito-ryu
onde o Sensei Kondo faz uma queda para seu aluno visando
esclarecer uma situação e, de forma muito natural, para
a demonstração para recuperar o fôlego que o havia vencido.
Não mencionei isto para criticar Sensei Kondo, o qual certamente
está mantendo a tradição dos métodos Daito-ryu, a qual é
com certeza a terceira geração desde o Sensei Sokaku Takeda,
mas sim para notar como o Daito-ryu é diferente dos outros
koryu jujutsu.
O Daito-ryu tem um currículo extremamente longo e elaborado,
sendo que a memorização de cada uma de suas técnicas levaria
décadas. Isso sugeriu que o Daito-ryu, apesar do rigor de
muitas de suas técnicas, não fosse considerado uma arte
de guerra.
Ele foi desenvolvido, ou ao menos corrigido e enfeitado
para ser usado de forma pacífica e tranqüila em tempos de
paz. O Daito-ryu foi criado por um indivíduo que parecia
ter um desejo quase obsessivo de elaborar todos os caminhos
possíveis através dos quais um ser humano pudesse segurar
ou imobilizar outro. Essa elaboração é tão extensa que eu
acredito que muitos indivíduos, mesmo não podendo dominar
todas as técnicas do currículo poderíamos após alguns anos,
absorver inclusive alguns princípios os quais os tornariam
aptos a refinar em suas artes marciais os traços do Daito-ryu.
A maioria dos sucessores significativos do Daito-ryu, incluindo
alguns indivíduos como Seigo Okamoto do Daito-ryu Roppokai,
Ryuho Okuyama do Hakko-ryu, Kotaro Yoshida (Pelo menos da
forma como foi passado para sua Segunda geração sucessora,
Don Angier) e, principalmente Morihei Ueshiba do Aikido
e Young Sool do Hapkido, abandonaram o kata do Daito-ryu
assim como grande parte das técnicas dramáticas irreais.
Apesar das diversas diferenças, a elaboração de aproximadamente
dez a doze técnicas está associada às técnicas gerais de
todas estas artes (Ikkyo-gokyo, kotegaeshi, shihonage, irimi
/ kokyu / tenchi-nage, jujigarami, koshinage e kokyuho).
Estas técnicas são praticadas de uma forma mais suave, sem
o ritual e sem a forma dura do kata do Daito-ryu. Aqueles
que deixaram o Daito-ryu, o fizeram por uma série de razões,
mas cada um, num nível técnico, parece ter alterado a arte
praticamente da mesma maneira, simplificando a técnica e
enfatizando os princípios através das variações.
E ainda, o Aikido e o Hapkido, embora sendo claramente similares,
são artes muito diferentes. Para aqueles do mundo do Aikido,
preocupados com suas insuficiências, como um sistema de
combate mão a mão, o Hapkido oferece o outro lado do espelho.
Iriminage por exemplo, é feito com os dedos pressionando
os nervos centrais abaixo dos ossos e dolorosos pontos de
pressão são atacados em todo o corpo. Chutes podem sair
com força suficiente para quebrar um osso e as técnicas
muitas vezes são finalizadas com um golpe fatal e não apenas
com uma imobilização. Se alguém se preocupa com a falta
de eficácia no combate do Aikido numa situação real de uma
briga de rua, há uma outra arte na família, a qual apesar
de possuir as mesmas origens técnicas, não pode ser encarada
da mesma maneira.
De minha parte eu antecipo uma contínua associação com o
Sr. Garisson e outros praticantes legítimos de Hapkido e
procuro aprender o máximo possível com eles. No entanto,
eu não tenha a intenção de misturar estas duas artes Aikido
e Hapkido. Eu não estou falando de melhor ou pior; estou
falando de diferença. Como já escrevi anteriormente, quase
todas as artes marciais possuem uma base moral, à vezes
muito profunda. Como um iniciante de Hapkido me colocou
numa carta, À medida em que o praticante vai se tornando
cada vez mais avançado, o contato com o uke se torna menos
violento, menos forçado e menos necessário. E ainda, no
nível mais elevado, o Aikido e o Hapkido tendem a se assemelhar.
No entanto, ao contrário da maioria das outras artes marciais,
onde a paz surpreendentemente tende a desaparecer com a
evolução, o Aikido demonstra necessitar que o aiki (espírito
harmonioso) esteja presente e seja uma meta a ser atingida
desde o primeiro dia. As técnicas que uma pessoa aprende
assim que entra no dojo são as mesma que aquelas aprendidas
mais à frente.
Eu me sinto mistificado e desafiado pelo O-Sensei, um homem
que foi para a guerra, que treinou obsessivamente tanto
o bujutsu quanto os austeros rituais religiosos e emergiu,
declarando que o Aikido é uma realização de amor e aiki
não é uma técnica de luta ou de derrota de um inimigo. É
o caminho para reconciliar o mundo e fazer dos seres humanos
uma família. Eu encorajaria os leitores a olhar a fotografia
que foi impressa muitas vezes no verso desta revista, anunciando
filmes do O-Sensei, na qual ele está fazendo um movimento
de tenkan com seu pulso sendo segurado por Kazuo Chiba.
Eu acredito que não existe nada, em lugar algum, em nenhuma
outra arte marcial, que expresse exatamente o que O-Sensei
expressa aqui, com seu perfeito alinhamento de sua postura
e com os braços abertos e curvados. Alguém poderia descansar
um bebê dormindo em seus braços que este não acordaria.
Ë aí que esta o problema do Aikido, O-Sensei treinava
muito como a forma do Hapkido descrita anteriormente, um
método muito diferente daquele transmitido os seguidores
do Aikido.
A questão que ainda me cerca e me persegue por todos estes
anos de treino, tanto no Aikido como fora dele, é simplesmente,
Será que o Aikido é a melhor forma de se aprender Aikido?
Quando pratico meu koryu, me esforço para atingir o espírito
dos fundadores que nasceram e morreram numa sangrenta era
de sobrevivência. Tal prática me manteve seguro e capaz
de ajudar e proteger outras pessoas. Mas ao praticar, muitas
vezes paro e penso, O que você está fazendo? Há milhares
de pessoas neste exato minuto, massacrando outros e usando
métodos não muito diferentes daquilo que você está praticando
agora. Eu encontrei boas razões para continuar meu treino
marcial mas preciso estar atento a estas armadilhas toda
vez que pratico. Segundo o comentário de Nietszche, se eu
começo a brincar com a força de maneira descuidada, ela
também pode começar a brincar comigo da mesma maneira.
Quando eu pergunto se o Aikido é real, eu quero dizer
O Aikido irá produzir dentro de mim o que O-Sensei declarou
Ter produzido e personificado dentro dele? O desenvolvimento
da prática de combate provavelmente será sempre objeto de
meu interesse, mas tais considerações são relevantes à medida
em que suas realizações me mantém salvo de maneira que eu
possa formular perguntas realmente importantes. Deste modo,
no meu coração, eu desejo que todos meus estudos me levem
a ser capaz de ter uma postura elegante e perfeita de boas
vindas e de proteção assim como o velho homem da foto. Forte,
aberto e pacífico.
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