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[Nota
do Editor: Este artigo foi originalmente publicado no Aiki
News em 1989. Em viagem recente ao Japão, eu tive
a oportunidade de encontrar novamente o Professor Shishida.
O assunto das lesões e morte em Aikido novamente
surgiu em nossa conversa e eu fiquei assustado ao saber
que o tipo de incidente descrito nesse artigo continuava
em voga nos anos subsequentes, resultando em mais mortes
relacionadas ao Aikido. Em um caso extremo, o Professor
Shishida relatou que duas mortes ocorreram na mesma universidade,
em um lapso de tempo relativamente curto. Ele também
mencionou que a despeito do fato de os pais das vítimas
terem processado as universidades em várias ocasiões,
as cortes tem repetidamente concluído por serem as
escolas inocentes. Eu acho essa situação intolerável,
e encorajo os leitores a posicionar seus comentários
no boletim do Aikido Journal com vistas a expor essa situação
horrível, na esperança que mesmo uma simples
vida seja salva!]
Esta
seção da tese completa foi impressa no Nihon
Budo Gakkai Gakujutsushi. (Jornal Científico de estudos
das artes marciais japonesas) e foi publicada no Volume
21, No. 1, 1988. A bibliografia foi abolida.
Tabela:
Resumo das mortes e lesões severas em Aikido abaixo:
CAPÍTULO DOIS - CASOS DE ACIDENTES SÉRIOS
RESULTANTES EM MORTE E LESÃO SEVERA
Os casos contidos nos documentos do Capítulo I e
outros materiais e testemunhos oferecidos pelos indivíduos
em questão tais como alunos que responderam às
minhas solicitações por dados, estão
listados na tabela inclusa. Eu escolhi reproduzir todas
as informações nos casos em que os dados eram
limitados, e tentei selecionar informações
pelo seu valor instrutivo nos casos em que as limitações
de espaço me levaram a omitir detalhes, onde os dados
eram amplos. Eu omiti os nomes das vítimas e universidades
em consideração às pessoas envolvidas.
Eu atribuí números aos casos de acordo com
as datas de ocorrência do acidente.
III.
PROPOSTAS DE MEDIDAS PARA A PREVENÇÃO DE ACIDENTES
SÉRIOS
(1) Reconhecimento do perigo - características
inerentes ao método de prática por Kata
No Aikido em geral, é
adotado um método de treinamento onde o uke ( a pessoa
levando a queda) e tori (a pessoa que arremessa) praticam
uma técnica pré-determinada. Este método
de kata foi também adotado pela Associação
de Aikido do Japão, que emprega o método de
randori em competição. O método parece
ser mais seguro que o método de randori usado no
judo, desde que ele requer menos contato físico mesmo
que métodos de prática por kata difiram levemente,
dependendo da escola. E o caso do Aikido?
Primeiro, eu gostaria de mencionar
o fato de que exceto os casos dos acidentes sérios
da tabela do Capítulo 2, todos, exceto o 3 e o 4,
ocorreram em clubes esportivos afiliados a escolas de Aikido
que não praticam o método do randori competitivo.
As escolas envolvidas nos casos 3 e 4 não são
conhecidas por causa da escassez de documentação.
Este escritor, que tem experiência tanto nas associações
de métodos de randori e kata, considerava o método
do randori muito mais perigoso que o método de kata.
Daí eu ter ficado extremamente surpreso pela natureza
dos acidentes citados.
Por que a maioria das vítimas
são fisicamente fracas, tais como os calouros das
universidades ou estudantes do sexo feminino? Por que os
estudantes mais experientes ou os líderes não
foram capazes de prevenir os acidentes? Naturalmente, deve-se
procurar as razões nas descrições dos
acidentes. Contudo, eu creio que haja uma causa comum em
todos os 11 casos. Portanto, eu quero ressaltar o perigo
inerente ao método de prática por kata, que
é uma conclusão à qual eu cheguei como
resultado do exame dos casos.
O ponto é que a segurança
do uke é colocada nas mãos do tori. No kata,
o uke e o tori são decididos de antemão, e
o tori pode decidir a intensidade e algumas vezes o tipo
de técnica de acordo com seu propósito. Por
outro lado, não somente é limitada a primeira
ação do uke, mas é também tacitamente
assumido que ele não oferecerá qualquer resistência
à técnica. Desta forma, ambos podem desempenhar
seus papéis. Neste sentido, pode ser dito que o método
de kata é mais seguro que o treino de randori, onde
alguém pode ser arremessado com uma técnica
inesperada.
Contudo, mesmo na prática de kata deve ser reconhecido
que os acidentes sérios podem ocorrer, a) se o uke
é inexperiente; e b) se o uke está muito cansado,
e mesmo mais importante, c) como um resultado da intensidade
da aplicação da técnica de tori, além
das categorias a) e b). Nos 11 casos citados, as vítimas
são todas uke e, exceto por vários secundaristas,
são calouros e portanto se enquadram na categoria
a). No que concerne à categoria b), exceto pelos
casos 4, 8 e 9, os acidentes ocorreram durante seminários.
Isto é, a fadiga em condições não
usuais, pode resultar em acidentes. O caso da categoria
c) não está claro. Contudo, se nós
assumirmos a princípio que acidentes nunca acontecem
para as categorias a) e b) sozinhas, sem a categoria c),
nós podemos controlar o comportamento apropriado
de tori, dados a) e b), isto é, atenção
à segurança e ao método das técnicas
de prática.
Deve-se assumir uma pesada
responsabilidade moral se se coloca o uke em uma situação
na qual não se permite que ele resista em prática
de kata que resulte em acidente. O tori deve praticar tendo
em mente os perigos inerentes à prática por
kata e proceder cuidadosamente. Além disso, eu acho
que os líderes do Aikido deveriam reexaminar a prática
presente e os métodos de ensino de maneira a fazer
desta abordagem um costume. Em seguida, vou apresentar medidas
específicas e opiniões médicas de peritos
baseadas nos acidentes descritos nos casos acima.
(2)
Medidas contra shihonage e iriminage e opinião de
especialista
Como pode ser visto nos casos
acima, shihonage e iriminage despontam como as técnicas
causadores de acidentes. Em ambas as técnicas, é
fácil bater a parte de trás da cabeça
com o perigo inerente de hemorragia craniana. Vamos primeiro
considerar o caso do shihonage. Nesta técnica, o
tori segura uma mão do uke e girando seu corpo, faz
com que uke caia para trás. Se o tori faz isso continuamente,
torna-se mais fácil para o uke bater a parte de trás
da cabeça dependendo da velocidade, força
e ponto de liberação da mão segura.
Eu sei disso por experiência pessoal.
O seguinte parece ser o caso.
Desde que o tempo entre a liberação e o impacto
seja muito curto, os músculos do pescoço que
deveriam suportar a cabeça por ocasião do
impacto não são utilizados ou, ainda que sejam
utilizados, eles não trabalham o suficiente para
suportar a cabeça que cai. Portanto, quando praticar
essa técnica, é importante que o pulso de
uke seja liberado antes que o ângulo de queda se torne
muito grande. É claro, fatores como a habilidade
em cair de uke e sua altura auxiliam. Também, é
eficaz pausar o movimento da técnica por um momento
antes de liberar o pulso. Desde que uke seja colocado em
uma posição mais próxima daquela requerida
pela queda através dessas medidas, a prática
se torna mais segura.
Em seguida, vamos tocar no
assunto das contramedidas para a técnica do iriminage.
Nesta técnica, permite-se a uke bater com o lado
da mão ou agarrar o punho. O uke é então
puxado para baixo sendo conduzido em um movimento de arco.
Ele é finalmente jogado para trás usando a
força da batida com o lado da mão ou o movimento
do corpo. O ponto no movimento da puxada para baixo de uke
até o arremesso para trás é similar
ao osotogari do judo. As principais diferenças são
que em Aikido não se engancha a perna, mas se usa
a força do tegatana (a lâmina da mão)
sem segurar o uniforme de treinamento do oponente, como
em judo. Não é preciso dizer que é
muito perigoso executar essa técnica com força.
Contudo, é necessário prestar atenção
mesmo sob condições de prática leve.
Como visto no caso 11, mesmo contínuos impactos leves
podem causar acidentes. Ainda que a situação
varie na dependência da habilidade de uke, é
esperado de tori que faça concessões, por
exemplo, quando executar o movimento de entrada do braço
com o tegatana para levar o oponente para baixo.
Além disso, um ponto
para se ter em mente para ambas as técnicas é
que é difícil discernir o momento quando o
oponente bate com a cabeça. Falando de maneira geral,
os praticantes avançados já experimentaram
leves impactos no passado de maneira a que eles tendam a
achar que estes impactos não causarão qualquer
problema e continuem a arremessar seus parceiros mesmo que
eles saibam que o uke está batendo com a cabeça.
Este é um ponto crítico. Desde que é
possível que o tori possa não entender as
limitações do uke, é necessário
criar o hábito dos observadores avaliarem a prática.
Os casos 2, 9 e 11 sugerem a necessidade de tomar essa precaução.
Finalmente, com respeito ao hematoma subdural agudo, que
é o nome da desordem em muitos dos acidentes, eu
gostaria de resumir o estudo do Sr. Takashi Suzuki que escreveu
um artigo publicado na Clinical Sports Medicine no qual
eu observei o seguinte:
Há dois tipos de hematoma
subdural, a) aqueles causados por contusões cerebrais,
e b) aqueles sem contusão cerebral. a) inclui "casos
nos quais a artéria e a veia do córtex cerebral
sejam lesadas por contusão cerebral causando um hematoma
entre a dura mater e a superfície do cérebro,
isto é, abaixo da dura. Esta lesão acontece
quando a energia cinética envolvida é grande
como no caso de uma queda, colisão ou soco. Além
do mais, como eu mencionei acima, há dois tipos de
contusão cerebral, uma que ocorre na área
imediata ao impacto, e outra que ocorre no lado oposto,
como uma ação contrária. b) parece
ocorrer por causa de uma ruptura da veia que corre da superfície
do cérebro para a dura ou a veia que a ela se conecta.
Isto é, o "fosso" entre o crânio
e o cérebro causado pelo choque sangra, resultando
em um hematoma. Usualmente isso ocorre devido a um choque
envolvendo uma pequena quantidade de energia cinética
isto é, alguém bate com a parte posterior
da cabeça durante a queda a partir da posição
de pé. A característica desta lesão
é que ela é mais freqüentemente vista
onde uma superfície macia está envolvida,
como um tatame ou tapete. Isto não é comumente
encontrado quando a cabeça bate numa superfície
dura, como no skating. Diz-se que o "fosso" do
cérebro se torna de alguma maneira maior no caso
de uma superfície mais macia, como o tatame. No judo,
esse hematoma ocorre mais facilmente porque os praticantes
caem na maioria da vezes sobre as costas e batem a parte
posterior de suas cabeças.
O ponto que eu quero deixar
ligado ao Aikido é que mesmo o tatame é perigoso,
ainda que se possa achá-lo mais seguro por causa
da sua maciez. Deve-se ter firmemente em mente esse fato
em adição ao comentário do Sr. Suzuki
em uma passagem diferente. "Nos esportes onde leves
pancadas no crânio podem ocorrer pela frente e por
trás, nós devemos ter cuidado com o conceito
errado que não há motivo para preocupação
porque uma pancada é leve". O reconhecimento
deste fato poderia ter prevenido os acidentes que ocorreram
nos casos 1, 7 e 11. Este escritor foi avisado pelo Sr.
Koyo Kawamura (Colégio Médico de Mulheres
de Tóquio) quanto a esta atitude de falta de cuidado,
que disse: " A distribuição das veias
dentro do crânio varia de acordo com o indivíduo,
e se vai haver ou não um hematoma subdural é
determinado tanto pelo impacto quanto pela condição
fisiopatológica do indivíduo que recebe o
impacto. Portanto, grande cuidado é necessário
com relação a impactos na cabeça".
(3)
Treinamento preventivo
Primeiro, eu sugiro fortemente
que pessoas diretamente envolvidas na prática façam
exercícios para desenvolvimento do pescoço.
As razões para isso estão descritas no ensaio
do Sr. Suzuki, intitulado "A prevenção
das lesões da cabeça no Boxe". Ele escreve:
"De maneira a minimizar o choque para o cérebro,
deve-se treinar o pescoço, que suporta o crânio
pesado", e " no mundo do Sumo, ainda que seja
frequente a prática com obstáculos, as desordens
cerebrais são raras". A razão para isso
é o suficiente treinamento do pescoço. Eu
creio ser mais importante treinar os músculos do
pescoço de maneira que eles possam suportar o crânio
rapidamente de maneira a minimizar os choques para o cérebro".
Estas passagens foram escritas
como uma descrição de medidas preventivas
para pancadas e socos na cabeça. É fácil
entender a utilidade do treinamento do pescoço para
tornar o "fosso" entre o crânio e o cérebro
menor, para proteger contra uma pancada na cabeça
causada pelo impacto da mão de alguém batendo
no tatame em Aikido. Portanto, eu gostaria de apresentar
um exercício para o treinamento do pescoço
que eu tenho usado em nossas aulas de Aikido na Universidade
de Waseda desde 1985, como parte de nossos exercícios
de aquecimento.
É um exercício
isométrico no qual um parceiro empurra a cabeça
do outro usando a base de uma ou ambas as palmas para a
frente, em oito direções: esquerda, direita,
para frente, para trás e para os quatro ângulos
dos cantos. Cada vez se empurra por cerca de seis segundos
usando toda a força, com repetições
várias vezes. Se este exercício é feito
nas aulas da universidade somente uma vez por semana, ele
não é especialmente eficaz. Contudo, se for
introduzido como um exercício praticado na atividade
diária de um clube esportivo, ele é muito
eficaz. Parte do método de treinamento acima mencionado
foi introduzido pelo Sr. Noboru Kubota em "Budo e treinamento
muscular", que apareceu em série na revista
Budo. Naturalmente, quanto menos habilidoso se for, mais
evidente será que a causa de um acidente será
a falta de treinamento básico. Portanto eu acredito
que uma maneira eficaz para evitar acidentes seja incorporar
os exercícios do pescoço a um regime de desenvolvimento
de força que forme uma parte importante da aula ou
treino.
(4)
Significado da compilação e publicação
de um relatório de descrição de acidente
Uma das razões para
esse escritor ter começado esse estudo foi uma solicitação
para propor medidas preventivas por parte de uma editora,
com referência aos casos 5 e 8. Subsequentemente,
como eu mencionei no capítulo I, eu coletei materiais
da literatura disponível, mas ele era insuficiente
no que concerne ao assunto de acidentes sérios. Daí
eu reuni dados relativos aos três casos ocorridos
na área de Kansai, juntamente com a informação
que eu tinha de ouvir dizer. Eu tentei escrever este relato
baseado em minhas experiências pessoais assim como
nos já mencionados dados e materiais.
Eu gostaria de agradecer àqueles
interessados que colaboraram com meu pedido, proporcionando
informações. Falando francamente, algumas
universidades não foram particularmente cooperativas.
O seguinte incidente se relaciona a um acidente não
incluído na tabela acima. Quando eu ouvi da ocorrência
de um acidente sério em uma universidade envolvendo
um estudante membro de um clube de Aikido em outubro de
1987, eu fui ao departamento encarregado e obtive informação
verbal. Naquela época eu ouvi que havia uma fita
de vídeo que continha uma reencenação
do acidente, mas as autoridades se recusaram a mostra-la
a mim e eu não fui capaz de examina-la.
Durante a investigação
de um caso contido na tabela eu me deparei com um modo típico
dos membros de clube ou alunos lidarem com acidentes. Quando
eu percebi que havia alguém que tinha uma cópia
de uma revista que continha uma edição especial
com respeito ao acidente, eu pedi a ele que providenciasse
um, e ele gentilmente consentiu. Contudo, alguns dias mais
tarde ele me disse que não poderia porque ele estava
fortemente pressionado pela associação a não
fazê-lo. Eu fui obrigado a encontrar os líderes
da associação para requisitar uma revista
e explicar que eu tencionava usá-la para fins de
pesquisa. Eles, contudo, recusaram-se devido a uma forte
objeção por parte dos alunos e professores.
(Àquela época eles explicaram que a sobrevivência
da associação estava em questão, e
eles não queriam que estranhos se intrometessem).
Mais tarde eu pude ver a revista através de outra
fonte. O conteúdo era elogiável dado que havia
uma tentativa sincera de assegurar que aquele acidente nunca
mais acontecesse.
Como resultado dessas experiências,
a primeira coisa que eu senti foi que, exceto pelas famílias
das vítimas, as partes envolvidas tais como clubes
esportivos (incluindo alunos) e superiores incluindo as
autoridades universitárias e o shihan de cada escola
geralmente esperavam resolver o problema do acidente privativamente.
Eu imagino as razões para essa atitude, incluindo
as seguintes. Primeiro, há uma tentativa de evitar
que a informação se torne pública dado
que o assunto da responsabilidade pode resultar na punição
das pessoas relacionadas ou do clube da universidade (descontinuação
do clube, etc...). Este tipo de comportamento resulta na
tragédia relatada no caso 9. Os membros do clube
removeram a vítima por si mesmo sem chamar uma ambulância
e foram a dois hospitais em vão, com a vítima
morrendo no final. As autoridades universitárias
estão preocupadas com tais problemas prejudicando
a imagem social da universidade, e afetando o número
de candidatos, ou iniciando problemas financeiros (especialmente
no caso das universidades privadas) que podem surgir da
publicação das informações pelos
jornais agressivos capitalizando as tendências da
mídia de massa. O mesmo é o caso da autoridades
regentes de cada organização de Aikido. Na
medida em que as finanças da organização
são mantidas por uma taxa de registro ou de exames
para os níveis mais altos paga pelos praticantes,
a publicação de acidentes leva a uma diminuição
do número de praticantes e pode resultar em dificuldades
financeiras.
Em esportes como o Aikido,
a maioria das vítimas são indivíduos,
enquanto que as partes envolvidas são grupos. A menos
que aqueles envolvidos sentem-se e tentem analisar as causas
e efeitos do acidente e tornem a informação
pública colocando-a em um relatório, será
difícil evitar que tais acidentes ocorram novamente.
Eu gostaria de enfatizar fortemente o ponto acima. Acidentes
podem acontecer mesmo se relatórios detalhados são
compilados, como no caso de acidentes aéreos. Contudo,
no atual mundo do Aikido nós temos uma situação
na qual não há relatos, ou se há relatos,
eles não podem ser usados por instrutores ou pesquisadores.
Esta situação deveria ser corrigida imediatamente.
Clique
no link abaixo para visualizar uma
Tabela
com casos reais de acidentes fatais
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